Você se permite parar?

Não é novidade que muitos de nós vivemos, diariamente, engolidos por uma avalanche de compromissos e informações, o que nos faz naturalizar tais excessos, além de criar a sensação de que estamos sempre em dívida com algo e que não podemos parar, afinal, em poucas horas, muitas coisas acontecem. Diante desse cenário, você consegue desacelerar? Você se permite se desligar do que acontece à sua volta, mesmo que por poucas horas?

Com tantos estímulos, muitas vezes acabamos extremamente estressados, chegando ao ponto de sermos levados pela vida e não conseguirmos de fato viver e aproveitar o que nela há de melhor.
Parar e olhar para si tem se tornado essencial nos dias de hoje. Você sabe identificar de fato quem é e do que gosta?

Quando sugiro o que chamo de parada planejada, o intuito é justamente alinhar a direção que se deseja seguir, para assim, viver de modo intencional, aumentando a consciência com relação às escolhas que estão sendo feitas e não “continuando a caminhar” sem pensar, no automático.

É verdade que não podemos negar que o mundo não espera por ninguém, como diriam alguns. Porém, os excessos nos impedem de sonhar e conquistar o que desejamos, porque muitas vezes não conseguimos nem saber quais são nossos sonhos. Quem para ganha em espontaneidade e conquista uma vida mais autêntica com os próprios valores.

Um ótimo exercício para estimular os momentos de pausa e contribuir para a conquista de maior congruência é fazer pequenas coisas que gerem prazer, como ler, observar a natureza, estimular atividades sensoriais, bem como buscar relacionamentos que lhe permitam ser espontâneo (ser quem você realmente é).

Parar significa, em muitos momentos, conseguir colocar limites também. Perceba que não é incomum ocasiões em que o nosso próprio corpo adoece como um modo de manifestar uma necessidade de pausa, e às vezes nem assim é devidamente compreendido. Tal “parada obrigatória” acaba sendo ineficaz, pois conseguimos fazer muito pouca coisa quando estamos adoentados. Portanto, não espere que isso aconteça.

E como última dica, esqueça um pouco o celular! Esse já é um ótimo começo!

Psicóloga Amanda Nunes

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