Você considera fácil ou difícil fazer suas escolhas?

Sempre tive fascínio pelo assunto ESCOLHAS. O que leva alguém a optar por uma coisa e não por outra? É claro que o momento da decisão é uma soma de milhares de itens que foram sendo construídos dentro de nós ao longo de nossa vida, por influência da nossa família, da cultura, da sociedade de modo geral, e que impactam diretamente naquilo que somos e no que escolhemos.

A grande questão, quando falamos de escolhas mais significativas, é que escolher significa CORRER RISCOS e, mais ainda, você NUNCA terá segurança completa na sua opção. Todo mundo faz isso o tempo todo, em relação àquilo que vai vestir e até quando reafirma (ou não) quem é. Acontece que, enquanto estamos escolhendo, acabamos fazendo OUTRAS coisas paralelamente, agindo, portanto, sem foco.

A estudiosa Ruth Chang afirma que escolhas difíceis são momentos que nos causam agonia e lamentações, já que, nessas situações, uma alternativa é melhor em alguns pontos e outra em outros pontos. Isso é muito diferente das situações mais fáceis, em que uma alternativa é MELHOR QUE a outra.

Uma boa postura para uma escolha mais eficaz é justamente você ASSUMIR o caminho escolhido, o que inclui total autorresponsabilização pelos seus atos – apesar da ansiedade e dor que isso pode causar.

É importante ter sempre em vista que não há escolha perfeita; há apenas saídas que vão suprir algumas necessidades naquele momento da vida. Esse é o tipo de pensamento que alivia muito o peso de alguns momentos. Não podemos descartar ainda que muitas das nossas escolhas são feitas com base na nossa fé e na nossa expectativa; sem falar que algumas precisam ser refeitas diariamente.

Para auxiliar no processo de definição, planeje-se com base na sua rotina/realidade e questione sua opção apenas uma vez. Não fique em crise pelas escolhas feitas, pois isso pode lhe causar uma paralisia nas ações. Outra forma de auxiliar o processo é limitando suas opções.

Por fim, sabe como se comprometer com suas escolhas? Tenha sempre foco, aprenda a dizer não e NÃO fique negociando com você (não fique se perguntando: será que estou fazendo o correto?).

E nunca se esqueça de que escolher é uma renúncia a todas as demais opções. Sem falar que, quando você não escolhe, alguém o faz por você!

Boa semana!

Psicóloga Amanda Nunes

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