Por que me sinto ansioso?

Praticamente todas as pessoas já experimentaram algum nível de ansiedade em algum momento de suas vidas, seja pela aproximação do dia de uma grande viagem, pela entrega de um projeto no trabalho, pela formatura, pela realização de uma prova, pela véspera de uma reunião importante. Quando nos preocupamos com a possibilidade de não sermos capazes de superar determinado obstáculo, é normal que os níveis de ansiedade subam. No entanto, esse estado ansioso passa e voltamos à normalidade.

Algumas pessoas, porém, não se sentem ansiosas apenas esporadicamente. Quem sofre de ansiedade está constantemente com o pensamento no futuro, aguardando algo que ainda não chegou, além de ter uma forma distorcida de ver as coisas, muitas vezes exagerando na probabilidade de que eventos negativos aconteçam. Essa visão é construída ao longo do desenvolvimento, principalmente durante a infância e a adolescência, em uma conjugação de fatores, como características pessoais, história de vida, cultura e ambiente.

A ansiedade é uma das facetas do medo, porém difere dele. Naquela, não existe um estímulo específico que a provoque; neste, há uma sensação desagradável frente a uma ameaça real ou percebida. Ou seja, na ansiedade existe uma antecipação de uma ameaça. Quem a identifica percebe sua presença porque sente inquietação interna, desconforto, insegurança, preocupação com alguma coisa imprecisa ou algo específico, o que pode levar a agitação, irritação, tensão e desconforto.

É importante ligar o sinal de alerta quando se percebe que a ansiedade está começando a atrapalhar a vida pessoal e profissional, interferir na qualidade de vida, no desempenho diário, nas relações afetivas, familiares e sociais.

QUANDO A ANSIEDADE PASSA A SER UM PROBLEMA

Para diferenciar a ansiedade normal da patológica, é fundamental avaliar se a reação ansiosa é de curta duração, limitada a um evento, a uma situação específica, e se está relacionada ao estímulo do momento ou não. É considerada patológica quando o estado ansioso permanece sem que haja situação iminente ou, mesmo quando há estímulo, a resposta ansiosa é desproporcional e exacerbada.

A ansiedade patológica proporciona sofrimento, desencadeia sintomas característicos de algum transtorno de ansiedade (por exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada; Transtorno Obsessivo-Compulsivo; Transtorno de Estresse Pós-Traumático; Transtorno do Pânico e Fobia Social), e seus sintomas podem se manifestar física (sensação de aperto no peito, tremores, entre outros) ou emocionalmente (pensamentos negativos, preocupação ou medo etc.). É comum, no entanto, surgirem vários sintomas ao mesmo tempo.

Assim, é fundamental compreender as causas do transtorno, identificar os seus sintomas emocionais e físicos e entender que a ansiedade pode ser sentida de diferentes formas e em diversos níveis.

COMO TRATAR A ANSIEDADE?

A ansiedade, quando patológica, disfuncional ou descontrolada, precisa, sim, ser tratada por um especialista, muitas vezes acompanhada de tratamento medicamentoso. Apesar de surgir como distúrbio, pode aparecer para avisar que você não está sabendo viver de forma saudável.

Compreender a ansiedade é o primeiro passo para controlá-la. Em um processo de psicoterapia, você vai entender melhor como a ansiedade funciona e aprender modos de administrá-la. A psicoterapia vai focar tanto nas causas como nos sintomas, agindo sobre ambos.

Com a ajuda do psicólogo, você vai aprender a diminuir sua ansiedade, descobrir novos modos de enfrentar as dificuldades e modificar as crenças que estão por trás dela. O psicólogo vai, a seu lado, procurar os pensamentos e comportamentos negativos que provocam o sentimento ansioso e ajudar você a superá-los.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *