Qual é o primeiro amor que nos “alimenta”? O próprio!

Vamos quebrar regras e ao invés de falar de objetivos para o próximo ano, vamos conversar sobre amor e equilíbrio?

Criar objetivos eu acredito que a maioria das pessoas já sabe e para aquelas que ainda têm dúvidas, podem ler os diversos textos que já escrevi para o blog sobre a temática. A distância que existe entre criar um objetivo e executa-lo em constância é uma das maiores dificuldades. Por que paramos na metade do caminho? Além das crenças irracionais – pensamentos e comportamentos autossabotadores, o que mais acontece?

Quando criamos alguma coisa precisamos desenvolver afeição, cuidado, interesse e na sequência amor. Se criarmos algo que não faz sentido a tendência a não dar continuidade é altíssima, surgindo irritabilidade, cansaço, descaso e muitos questionamentos até chegar na desistência.

Não adianta exigir de si mesmo objetivos se você não tem claro aonde quer chegar, o que gosta, o que não gosta, o que ama, o que não tolera ou ainda seguir por que te falaram ou por que está em “alta”. Na vida devemos buscar aquilo que faz sentido, que faz você trabalhar de forma leve, feliz e satisfeita. {claro que todo trabalho cansa e dependendo da intensidade gera stress e isso não significa que você não o ama.} Ah! Isso é utopia? Será? Na minha opinião, utopia é você acreditar que deve seguir um padrão independente do seu desejo. Utopia é criar um distanciamento entre você e a realidade que você criou para mascarar o que deve ser feito. Bem, se você já passou por isso, sabe que um dia a conta vem e com “juros”.

Lembram que eu falei como conversaríamos sobre amor e equilíbrio? Quando falo em amor – primeiro de todos é o próprio – está ligado ao autocuidado, autoproteção e autoconhecimento. É uma conversa interna que ao invés de se vitimizar, você se acolhe e trabalha todos os pontos que está insatisfeito. Amor próprio é estabelecer limites, evitar a submissão, é ter voz ativa, se posicionar, cuidar daquilo que faz sentido – independente do que o outro acha que você deveria fazer – afinal, ninguém melhor que você sabe das suas reais necessidades. Mas isso é ser egoísta? Não, egoísmo é um amor exagerado (exclusivismo) pelos próprios interesses e que despreza as necessidades alheias.

Aumentar o amor próprio fará com que você sinta o amor pelas suas escolhas e pelos outros. Não adianta reclamarmos do amor, ele é um sentimento sentido e aprendido ao longo da vida. Cada pessoa tem a sua forma de amar – seu jeito de demonstrar e o necessário é sentir o amor.

O amor nos conecta conosco, com nossos objetivos, minimiza as procrastinações, uma vez que decido, sei onde quero chegar e busco recursos para tal. Os obstáculos são enfrentados e não somatizados. As crenças irracionais são trabalhadas. Competências comportamentais desenvolvidas e a cada dia mais próximo daquilo que faz sentido – seus objetivos.

O amor nos conecta com a natureza, com pessoas, animais e com a vida. O amor transforma, aproxima, protege, admira e não sufoca.

Já o equilíbrio acontece quando temos claro o que queremos e o que estamos fazendo para atingi-los. O equilíbrio é um processo de maturidade e tem muito a ver com cautela, constância e foco. Quantas vezes você já desistiu de algo porque o “tempo mental” que você criou ficava muito aquém do “tempo real”? Desistimos por falta de paciência, por não querer enfrentar as dificuldades e por acreditar que os resultados devem ser rápidos. Quando olhamos para os resultados das pessoas que admiramos, em muitos casos fazemos a leitura de que foi rápido, todavia, na maioria das vezes ninguém acompanha o processo, as noites em claro, o tempo de estudo e muita dedicação. É fácil olhar os resultados alheios e julgar.

Por fim, mas não o fim e sim o inicio, antes de criar seus objetivos sinta o amor (consigo, pessoas, coisas e processos) e perceba a sua “vibração” e o quanto você está preparada para cria-los. Criar só por criar você já deve ter feito – se for para criar que seja para seguir e não precisa ser apenas no final do ano. Afinal a sua vida acontece nos 364 ou 365 dias do ano e todo dia é um novo dia!

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