Perdoar é libertador!

Hoje iremos conversar sobre perdão, mas antes disso vamos refletir sobre o rancor.

Mentalmente quais pessoas ou situações você deve perdoar e que até hoje não conseguiu?! Ao final reflita se não está na hora de você dar uma oportunidade para si mesmo.

O rancor nos distancia de nos mesmo, dos outros e da vida. O rancor pesa e somos inundados por uma energia negativa que em muitos casos nós geramos para si próprio. O rancor alimenta a raiva, o ódio e mantém você preso ao sentimento de mágoa. Em alguns casos vem acompanhado de vingança e quanto mais conectado você estiver ao rancor, ressentimento maior será a sua dificuldade de seguir em frente.

Você nunca errou? Eu, já e muitas vezes. Errar é uma condição humana, em alguns casos demonstra fragilidade, incertezas e confusões. Erramos e aprendemos e assim seguimos na vida, certo? Para algumas pessoas essa frase é muito distante da realidade, pois não perdoam seus próprios erros quem dirá dos outros.

Quando falamos de perdão, independente da sua religiosidade e espiritualidade,  estamos falando de você perdoar os seus próprios erros, suas amarras e também aquilo que o outro te fez. Perdoar não é aceitar a situação e sim entender o cenário, perdoar e seguir em frente. Não ficar preso ao passado, remoendo o assunto por anos e anos, o contrário disso é rancor e ressentimento.

Eventos traumáticos acontecem e levam um tempo para serem entendidos, o que vai diferenciar é a forma como você vai encarar a situação. Quando a situação acontece é comum sentir raiva, impotência, desespero, vingança e o principal nesse período é buscar entender o cenário antes de criar uma exposição. Lembre-se que toda ação tem uma reação. Em muitos casos, contribuímos para que os outros ajam de tal forma, mas é difícil reconhecer sozinho esse detalhe. Não existe uma pessoa ruim 24 horas por dia sete dias da semana. O que existe são seres humanos que erram,  uns de forma pensada, outros por impulso, alguns que usam drogas licitas ou ilícitas para justificar o meio e aqueles que possuem alguma psicopatologia. O ponto chave é que eu, nem você e nem ninguém deste mundo é perfeito.

Quando você consegue se perdoar pelas suas falhas, você terá capacidade para perdoar o outro – no seu tempo, mas é importante que ocorra. O perdão te libertará e deixará você mais leve e mais conectando com a sua realidade e não com a realidade “fantasiosa” que você criou.

Perdoar é uma escolha e uma decisão. É olhar para si ou para o outro e ter empatia. Sei que em muitos casos é difícil, porém volto a afirmar: perdoar não é aceitar ou concordar e sim  entender o que ocorreu – no seu tempo recomeçar e não ficar preso ao passado. É ressignificar a história e não reviver o ocorrido. Quando perdoamos nos conectamos com o amor próprio e com o amor ao outro. Além de liberar um “espaço mental e no coração”. Perdoar alivia, minimiza a ansiedade e stress, aumenta a imunidade e dá espaço para novas oportunidades. Perdoar continua sendo uma das melhores atitudes que você pode desenvolver para enfrentar situações desconfortáveis e seguir em frente.

Vamos começar o ano com paz de espírito e não apenas julgando e apontando os erros e defeitos dos outros – afinal nos temos tanto quanto. Afinal, Natal é renascimento, nada melhor do que renascer em si mesmo.

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