Como escolhemos nosso(a) parceiro(a)?

Num mundo com mais de sete bilhões de habitantes, o que atrai uns aos outros, além da energia? Você sabia que nós emitimos “microssinais” muitas vezes de forma inconsciente, mas o suficiente para duas pessoas captarem e se aproximarem?!

Muitos acreditam que se escolhem pela fisionomia, ledo engano. O contato inicial, na maioria dos casos, ocorre via comunicação não verbal, assim como a química e atração.

Você sabia que nas décadas passadas a escolha do(a) parceiro(a) se dava por interesses religiosos, financeiros, culturais e amor nem era abordado? Atualmente, isso ainda acontece, principalmente em outras culturas. Já na nossa cultura, na maioria dos casos, o amor passa a ser validado e entendido como algo importante para escolher o seu/sua parceiro(a).

Desde os primórdios, o homem vive em grupo. Muitas pessoas buscam o relacionamento para ter companhia. Atualmente, além da companhia, busca-se tarefas compartilhadas, aconchego, se sentir pertencente a alguém, afeto, vinculo, troca e etc.

Vamos direto ao ponto, a escolha pelo(a) parceiro(a) passa pelos seguintes itens:

– Buscamos de forma inconsciente aquilo que sentimos, vivemos ou estamos vivendo no momento no outro, ou seja, semelhanças daquilo que somos ou que gostaríamos de ser.

– Nossas referências de pai e mãe – aquilo que vivenciamos como relação e base de amor, incluindo situações traumáticas. Exemplos: pai autoritário, ditador de regras, rígidos, parceiro rígido. Escolha inconsciente – modelo mental! Como mudar esse cenário? Buscar psicoterapia para você é a oportunidade de reconstruir novos cenários. Não é porque você viveu situações desconfortáveis que precisa continuar no ciclo. A psicoterapia é muito eficaz para ressignificar sua historia!

– Estudo publicado na revista cientifica Nature aponta que procuramos parceiros que tenham o antígeno leucocitário humano – HLA, sigla em inglês diferente do nosso. O HLA está relacionado à sexualidade e à procriação. O HLA também define o cheiro do nosso próprio corpo. Isso comprova mais uma vez que nossas escolhas são inconscientes.

Investir em um relacionamento saudável requer esforço e muita dedicação. Não basta apenas amar e ter um(a) parceiro(a), é preciso estar disposto  para criar uma relação prazerosa, harmoniosa e equilibrada para ambos. Desafios sempre existirão porque é um contexto formado por pessoas diferentes, gostos e culturas distintas. Mas, com muita conversa e transparência o casal consegue equilibrar o seu ponto.

O(a) parceiro(a) ideal é aquele que encaixa na sua vida como ele é. Por isso, cada um deve resolver suas pendências emocionais para que juntos possam construir a cultura do casal. Essa história de querer transformar o(a) parceiro(a) igual a você é um ponto delicado e que pode complicar a estrutura da relação chegando ao fim.

Por fim, suas escolhas falam muito de você – do que você é e do que deseja ser. Ao invés de mudar o outro, comece a mudança dentro de você.

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