Fobias: elas têm tratamento

Existem pessoas com medo de andar de avião, de altura, outras de lugares fechados, de dirigir, algumas de números, medo de cachorros, de buracos, aranhas, etc. As fobias fazem parte dos transtornos ansiosos e hoje conversaremos sobre esse tema que atinge cerca de 10% da população mundial, conforme a Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBie).

Para ser considerada fobia, estamos falando de um medo irracional, excessivo e paralisador frente a um objetivo ou situação. Conforme o DSM5, ao entrar em contato e ser exposto à situação, a pessoa imediatamente já tem sintomas de extremo medo ou ansiedade, causando muito sofrimento. O medo e a ansiedade são desproporcionais em relação ao perigo real. Geralmente, a pessoa apresenta comportamento de esquiva ou paralisação. O grau do medo pode variar e pode ocorrer com a antecipação da presença ou na presença real. Uma pessoa com fobia sente medo em quase todos os eventos que se encontra com o estimulo fóbico.

A diferença da fobia específica e da agorafobia é que a primeira é um medo especifico a um objeto ou situação, e a agorafobia são vários objetos e situações que o paralisam – como, por exemplo: medo de avião, medo de espaços abertos, de multidão e medo de sair de casa sozinho.

Dentre todas as fobias que existem, separei algumas que nem todo mundo conhece, que ainda não constam no DSM5 e que são comuns. Seguem elas:

– Tripofobia: Pouca referência, todavia, muito casos. São pessoas que possuem medos de buracos de formas irregulares ou assimétricas. Quando as pessoas se deparam com buracos, seja através de chocolate aerado, bolhas de sabão ou qualquer imagem que tenha buracos, sentem um enorme desconforto, batimentos cardíacos aceleram, ataque de pânico, sudorese, entre outros.
– Nomofobia: é uma nova fobia que se refere ao medo de ficar sem celular e/ou de não ter acesso à internet. Os sintomas podem incluir extrema ansiedade, medo, sudorese, tontura, dificuldade de respirar, náuseas, dor no peito, etc. Se você sempre fica com o celular por perto, checa a cada cinco minutos as mensagens, e-mails e redes sociais, e não consegue desligá-lo, quando está com amigos e familiares você permanece conectado no celular, fique atento!
– Amaxofobia: Medo irracional de dirigir algum veículo. Sintomas: Sudorese, agitação, ataque de pânico, ansiedade, bloqueio, tensão muscular, formigamento, palpitação, entre outros.
– Hemofobia: Medo irracional de sangue e às vezes pode ser associado a injeção e ferida. Sintomas: Síncope (desmaio), náuseas, medo e muita ansiedade.
– Cinofobia: Medo irracional de cães e faz com que a pessoa não confie, achando que ele fará mal – a atacará. Sintomas: estado de fuga, congelamento, choro, sudorese, tremores, extrema ansiedade, boca seca, evita lugares que tenham cachorros, etc.

Independente das fobias, todas têm tratamento. São diversos os fatores que contribuem para desenvolver um transtorno psicológico e isso depende muito do seu momento de vida e do seu nível de estresse. Primeiro passo é reconhecer que precisa de ajuda e procurar um profissional psicólogo e/ou psiquiatra.

Por fim, lembre-se que você não “é” a doença e sim “está” – isso significa que se você buscar ajuda, pode ser transitório e passageiro. Ótima reflexão. Até a próxima. Um beijo!

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