Casais alinhados filhos afinados!

Torna-se casal é uma das tarefas mais complexas e difíceis do ciclo de vida familiar. A visão estigmatizada e romantizada dessa nova fase dificulta o entrosamento do casal.

O casamento é apenas um momento comemorativo e simbólico. Isso não significa que após a data o casal não terá, frustrações, inseguranças, discussões e medos. O casamento em si, não resolve problemas e sim, é a solidificação de um compromisso e a construção de uma família.

Estar casado, requer renegociações. Afinal quando casamos, cada parceiro leva consigo, sua cultura, sua forma de ver o mundo e principalmente sua concepção de família (baseado na sua família de origem). Alinhar esses pontos e criar a “cultura” do casal requer investimento, tentativas, insistências e alguns anos.

O casal deve conversar, trocar ideias, respeitar as tradições, rituais familiares e criar planejamentos. É necessário que ambos tenham espaços para manifestarem seus pensamentos e opiniões. Quando casamos, as decisões não devem ser determinadas unicamente numa base individual.

Por que estamos conversando sobre o casamento? Após o casamento, para aqueles que desejam, vem o primeiro filho.

“Casais alinhados, filhos afinados. Casais desalinhados, filhos desafinados”.  O ideal é que o casal esteja muito disposto para construir um casamento pautada na admiração e reciprocidade. Assim, ambos estarão coesos para a chegada do filho.

A decisão de se tornar pai e mãe deve ocorrer entre o casal. Certamente, você conhece mulheres que decidiram “ser mãe”, engravidaram e quando o bebe nasceu, o pai se mostrou ausente e com comentários que a escolha de ter filho não havia sido dele. Como também, existem homens que querem muito “ser pais” e a parceira aceita, mas após o nascimento os cuidados ficam quase que exclusivos para o pai.  Você consegue imaginar o impacto desse comportamento para o filho? Caso você não tenha lido o texto: “As “cicatrizes” da infância na vida adulta: pais são referências!”, fica aqui o convite.

Enfim, construir uma relação é também entrar em consenso, respeitar o outro, evitar a intimidação e entender o contexto no qual o parceiro foi criado. Com comunicação respeitosa, os casais conseguem criar estratégias para satisfazer desejos, minimizando conflitos. Isso requer dedicação. O quanto você se dedica na sua relação? É proporcional ao que espera do outro? O que você pode fazer hoje para mudar esse comportamento?

Amar é construir uma relação pautada na admiração, reciprocidade, proteção, confiança e respeito.

 

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